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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2004

Ainda a polémica do Polis em Beja...

Acabei de ler na página electrónica do Diário do Alentejo, 2 respostas de leitores e cidadãos da nossa cidade que esclarecem as suas posições em cartas anteriormente publicadas no mesmo jornal e posteriormente "comentadas" pelo sr. Secretário da Assembleia Geral da BejaPolis, dr. Álvaro Nobre. Li com muita atenção todas estas cartas e partilho na totalidade a opinião do director do DA, "Estamos, pois, satisfeitos por ver nas páginas deste jornal, que é de todos os alentejanos, sem exclusões, um debate vivo, pertinente, com cidadãos de todas as sensibilidades, que espontaneamente se disponibilizaram para nele participar" e "continuem a proporcionar, nos próximos meses, um confronto sadio, democrático e estimulante. Uma discussão responsável, que possa fazer escola. Algo que assegure aos projectos do futuro, que digam respeito ao bem comum, um cunho forte dos cidadãos, porque estes ousaram participar, criticar, sugerir... em suma, não abdicaram de exercer o seu legítimo direito de cidadania." Nem mais!

Na minha opinião temos estas opiniões demonstram um despertar dos cidadãos para o que se passa na sua cidade, pena que não tenham estado em maior número nas reuniões preliminares das Obras. Não foram, no entanto, discutidos nessas reuniões, pormenores que agora têm despertado tanta polémica (cores utilizadas, tipos de candeeiro).

Mas isto tudo para chegar ao ponto que me parece verdadeiramente importante: as obras estão feitas. As que não estão já estão em fase de construção e dificilmente serão alteradas. Vamos ser construtivos a partir de agora e no que resta.
E o que "resta" será tanto ou mais importante do que o que já está feito. As obras que estão feitas não têm ou carecem de dinamização. As obras de que Beja necessita não se esgotam de forma alguma no Polis. Vamos pois concentrar-nos na dinamização da praça da república (já apresentei propostas anteriormente, mas tenho mais), nas mais que ncessárias obras de restauro do museu regional, não só no exterior, que se encontra no triste estado que todos sabemos, mas ao nível de conteúdos e apresentação do espólio (mais a quantidade enorme de peças que se encontra ensacada à espera de um destino digno). Vamos reclamar uma requalificação digna do nosso castelo, cujo terreiro e antigo museu militar têm um potencial turistico e cultural enorme, colocando um posto de recepção a turistas in situ, com folhetos explicativos sobre a história do mesmo e com um gurda do castelo que não se reduza à função de nos cobrar um euro pela magnífica vista do topo da torre de menagem. Vieram há tempos uns amigos visitar-me a Beja. Fui mostrar-lhes as belezas da nossa cidade. Tive vergonha de passar a porta de entrada do castelo e um deles dizer-me: "Olha André!Está aqui um capitel romano! Fiquei com um sorriso amarelo quando olhei e vi que o objecto da curiosidade do meu amigo, um item com 2000 anos de história, servia de calço para que a porta do castelo não se fechasse.

Estes são dois exemplos. Há mais, mas ficam para outro dia.

Em resumo: Ainda há muito para intervir para quem se preocupa e quer fazer algo significativo pela cidade. Temos é de ter capacidade de não intervir só no pós obra, mas sim de reclamar a obra e apresentar propostas.

Ser construtivos para que se construa algo de que nos orgulhemos.
publicado por Andre às 13:44
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5 comentários:
De Anónimo a 25 de Janeiro de 2004 às 17:34
Sentido! Longe vão os tempos em que construir a cidade era um motivo de orgulho, um desígnio comum. Longe vão os tempos em que a população se envolvia, em que punha as próprias mãos ao serviço da comunidade. Longe vão os tempos em que a comunidade se interessava. Hoje, por motivos vários, vive-se longe dos centros de decisão ainda que falemos duma pequena cidade como Beja. Pessoalmente, e porque o meu interesse na questão da polis vai da simples cidadania a motivos profissionais, gostaria de ter estado presente nessas sessões. Acontece que só tive conhecimento delas à posteriori. Terei culpa? Por certo que sim. Mas, nestes casos, deve ser a informação chegar às pessoas, não o contrário. Não posso por isso atestar o modo como as questões foram debatidas. O modo como o nikonman as refere é, sem sombra de dúvida, inútil para o que se pretende obter com tal consulta. E, assim sendo, ainda bem que não fui lá. Teria saído de lá muito aborrecido!
À vontade!Comandante
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(mailto:joao.ilheu@mail.telepac.pt)
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2004 às 23:31
meus caros: vamos a ver se nos entendemos. eu fui assistir a algumas sessões públicas das ditas "comissões de acompanhamento" do poli's. levantei algumas questões, mas o que me pareceu é que as sugestões lançadas eram aceites desde que não alterassem o essencial dos projectos. ora é o essencial desta intervenção urbana que está mal. por mais que nos venham agora chamar "velhos do restelo", o que está a ser feito é, isso sim, espelho de falta de criatividade, falta de inovação, pouca ambição em tornar beja uma cidade virada (ou a viver) para o futuro. mas por vezes é necessário ir "bater bem lá no fundo" para que com um novo impulso e outro ânimo, se volte à superfície, preparado para prosseguir o seu caminho. talvez isto que está a acontecer na cidade tenha os seus proveitos. pelo menos espero que as consciências tenham despertado....nikonman
(http://pracadarepublica.blogspot.com)
(mailto:joao.espinho@netvisao.pt)
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2004 às 21:21
Sentido!
Exmo Sr. Dr., Caro amigo, permite-me discordar do teu segundo parágrafo. É de facto usual os cidadãos (não só os bejenses) colocarem-se à parte do seu papel enquanto tal. Recorrentemente, abdicamos dos nossos direitos de participar na vida das comunidades para mais tarde acharmos que temos o dever de nos revoltar face às opções entretanto tomadas. De facto, houve oportunidade para nós, população, expressarmos a nossa opinião. Não o fizémos. Mas, se o fizéssemos não poderia ser nunca para discutir pormenores (cores, candeeiros, etc). Deveria ser, isso sim, para discutir os princípios e problemas de fundo. Os outros, e permite-me puxar a brasa à minha sardinha, ficam para os profissionais. De certeza que assim teríamos melhores projectos. Condição essencial para o sucesso deste tipo de intervenções é a sensibilização e envolvimento das populações. Para bom entendedor...
À vontade!Comandante
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(mailto:joao.ilheu@mail.telepac.pt)
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2004 às 01:07
Obviamente que estou de acordo com o que expressa o Luís Dinis.
O que me parece é que se vai tornando tarde para que a reabilitação "funcione". Desconheço, neste momento, a profundidade do golpe que a urbe bejense sofreu. Mas que é uma ferida difícil de sarar, disso não teremos dúvidas.nikonman
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De Anónimo a 23 de Janeiro de 2004 às 16:55
Ainda, não tive oportunidade de passar os olhos na última edição do "Diário do Alentejo". Recordo no entanto, um artigo em defesa do Pólis, que na semana passada, era um expoente em demagogia.

Cansa, de facto enfada muito, assistir que aqui e em todo o lado, os partidos políticos., concentram as suas forças, no interesse do próprio partido, fazendo tábua rasa, das opiniões dos cidadãos. Do cidadão, espera-se o voto e é durante o período eleitoral, que mimam o povo, com algumas estratégias de marketing político, sem muita criatividade, e bem evidente aos olhos de toda o público.

Não só cansa, mas enerva quem é de Beja, quem nasceu nela e por ela se preocupa...enerva, assistir a um punhado de personalidades, que não são de Beja, nem vivem, nem a sentem com a verdadeira paixão de quem não abandona Beja em momento algum da sua vida e não sendo esses de Beja, como pode ser que descaracterizem a cidade, afirmando que é uma minoria que desgosta do resultado global das obras, sem antes terem tido o cuidado de efectuar uma sondagem de opinião...vá lá, façam-no!

Como pode, alguém dizer, que foram recuperados espaços degradados; era a Praça da República, um espaço degradado? era o jardim da Av. Miguel Fernandes um espaço degradado? Dizer, que o estacionamento criado nesta futura avenida, irá certamente beneficiar o comércio local, é quase inacreditável. Mas quem é que vai pagar para fazer as suas compras, quando pode ir (e vai) ao Modelo e Intermarche ou Lidl, sem gastar um avo em estacionamento.

Como pode alguém, falar de árvores, como se estas fossem os jardins que tanta falta fazem a Beja e não querendo alongar mais esta critica, não façam isso, não digam que as comissões de acompanhamento estavam lá, como prova do processo democrático. Uma intervenção desta natureza, era merecedora de um prévio estudo de opinião pública, saber, quais as intervenções mais iminentes que os cidadãos consideravam para Beja. Ás, duas ou três reuniões que fui, aquando da criação de um movimento de cidadãos, preocupados com a Praça da República, já o discurso estava fundamentado: "são obras do Estado Novo, não têm grande valor"...a decisão estava tomada, qualquer que fosse a reunião, ou comissão de acompanhamento, a voz das pessoas só serviam, para alguns se rirem: " Não gostam, mas é assim que será feito"...porque na realidade, não havia predisposição da parte de quem compete regular as obras, para aceitar as sugestões feitas pela população. Em última nota, Beja, ganharia mais com o Convento de Nª Srª da Conceição, recuperado e valorizado, do que com uma calçada caríssima, sem nenhum valor artístico, que já apresenta estragos consideráveis, como é a que está no coração da "nossa" cidade

Luís DinisLuís Filipe Alexandre Dinis
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(mailto:OKayyam@sapo.pt)

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