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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2004

Carta de um cidadao indignado

Aqui trancrevo, respeitosamente, a carta de Chico Zéi, habitante da nossa cidade e desde que respira comunista convicto:



"O que é que se passa convosco?
Esta pergunta parece-me legítima, partindo de um cidadao que, tentando acompanhar a vida da sua cidade encontra uma càmara municipal absolutamente sem ideias novas.
Meus senhores, o que é que se passa com a vida cultural da nossa cidade? Nao há dinheiro, ok, mas NADA se pode fazer? É que vocês nao têm feito nada! Idéias novas dinamismo, precisam-se. Agitem a cidade, façam as pessoas acreditar de novo em vocês, provem-lhes que afinal o PCP nao está morto de ideias e que a actual equipa camarária nao está desgastada pelo passar dos anos e corrompida de compadrios.
Façam por relembrar às pessoas que é bom viver em Beja, façam-nas voltar às ruas.
Devolvam a cidade às pessoas, para que elas nao façam o passeio de fim de semana nas terras vizinhas e na "cidade" da Sonae. Sim, porque as pessoas saem de cá e vao ver outros sitios! E quando regressam perguntam: Ok, isto está difícil, mas porque é que ali há dinheiro e aqui nao?
Quem, de fora nos quer conhecer, consulta a página electrónica da Camara de Beja, encontra a ultima noticia datada de Setembro de 2003 e o ultimo caderno municipal é de Julho de 2001!
Vá-lá, mexam-se! E deem razoes às pessoas para votarem de novo em vocês.

Ass: Chico Zéi"


Ele mostrou-me esta carta, cuja cópia foi enviada por correio e e-mail para a Câmara Municipal de Beja.

publicado por Andre às 12:38
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2 comentários:
De Anónimo a 18 de Fevereiro de 2004 às 19:02
Pois Chico Zéi, tá o problema que para tudo na vida existe a estatística e essa comprova que o dinamismo cultural de Beja, é, até muito aceitável, contudo, para quem vive aqui e sente isto, percebe que falta muito, falta um ar fresco nas ideias de Beja. As alteração na cidade, pretendem demarcar isso mesmo, que urge dar outra imagem desta cidade e entretanto, vemos as marcas culturais e patrimoniais, cair em esquecimento...e o melhor é mesmo não ir por aqui!

As coisas não são assim tão fáceis, infelizmente não se resumem meramente à falta de iniciativa e de arejamento nas tolas pensadoras, porque eu recordo dois episódios curiosíssimos, sendo que o primeiro, fala-nos de uma Lan Party que se realizou em Beja, a primeira a até à data a única, que envolveu mais de 120 participantes, durante um fim de semana no Pavilhão de Beja (parque de feiras e exposições). Aconteceu que, a organização do evento, jovens e ambiciosos, dirigiam-se à Câmara Municipal de Beja, no intuito de pedir apoio e de lá veio esta fabulosa resposta: “ é gira a ideia, mas vocês nunca vão conseguir fazer isso” – ora aí esta o apoio dado para ideias novas, e depois a critica sobre uma juventude apática e sem ideias, é só um embrumo e dos mais cruéis de fazer.

Para não estar a maçar muito, porque hoje estou de língua afiada e por isso, arrisco-me a cair em algum falso moralismo, (uma bengala muito em voga na internet), acrescento ainda esta ideia. Num debate sobre o turismo no Alentejo e em Beja, na casa da cultura, eu perguntei à RTPDourada, porque razão o turismo ornitológico não se enquadrava na política de promoção turística para o baixo Alentejo e como fiquei a saber, que a verdade é uma e só uma, isto é, um palavrão nos ouvidos desta gente! Então, lá fui acrescentando que na Europa já existem 3,5 milhões de observadores de aves, que o Centro de Recuperação da Águia Pesqueira na Escócia recebe cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano, que Portugal é o pais de excelência da Europa para observação de aves e que o Alentejo, por sinal é o ponto forte de Portugal. Entenderam alguma coisa? Não, responderam-me que passarinhos fritos é que é bom! E que a Ovibeja recebe milhares de pessoas por ano. (ao fim de tantas edições deste certame, nunca vi diferenças de nota em Beja)

Então, Chico Zéi, não é fácil, quando não se quer ver! As portas estão todas fechadas aos jovens, e o lema “Viver em Beja”, arrepia, porque lá temos de viver com passarinhos fritos!

É, até que podiam ter lançado um concurso de arvores de natal, às escolas da cidade e ai, com pouco investimento, tinham dado um ar da sua graça o ano passado, e já se redimiam da falta de iluminação, mas mais uma vez...

Um abraço, hoje desculpem, mas ando cansado do Alentejo sem sol, do Alentejo enovoado, do deslustre que é Alqueva e decidi soltar a língua.

Um bem haja

Luís Dinis

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(mailto:)
De Anónimo a 16 de Fevereiro de 2004 às 12:59
interessante, este desabafo.nikonman
(http://pracadarepublica.blogspot.com)
(mailto:joao.espinho@netvisao.pt)

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