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Terça-feira, 28 de Junho de 2005

Perdoem-nos

os nossos leitores, o silêncio imposto. O André não retorna e eu não sinto motivação para actualizar o blog, num exercício de reflexão moderado, suponho que esta actitude seja também um reflexo da minha inércia perante a vida. Deito-me com sonhos e projectos, acordo e vejo um mundo varrido por estupidez. Penso sair de Portugal, este país deixa-me deprimido. Recordo as quantas vezes, pessoas a mim próximas, me chamam a atenção, para o cinzento com que vejo quase sempre Portugal. "Nós queixamo-nos, mas há gente e países piores que o nosso". É a afirmação mais iresponsável que me poderão fazer, a mais triste, a mais deprimente, é a afirmação da resignação, da aceitação e como não estou velho o suficiente, o meu espirito só pode e é o da luta, esta luta, que não tem lugar em Portugal. Bitolarmo-nos por baixo é um perigoso modo de encarar o estado do país, enquanto o fizermos, estaremos dando razão e motivos para que nos pisem mais, para que nos retirem ainda mais qualidade de vida, para que os erros de governação do costume possam continuar a ser cometidos.


Ninguém no plano politico em Portugal, nos diz o que queremos ouvir. É usual, ouvir os partidos políticos, usarem a vontade do povo como arma de arremesso. "Sr. Primeiro Ministro, o que os portugueses querem ouvir é...". A frase que entoa e moagoa no discurso vigente. Arrogantemente, supõem estes que sabem o que queremos ouvir, mas não sabem e assusto-me com a ideia de os actores políticos terem a consciência que no fundo não sabem e apenas o façam, com o intutito de criar um discurso único. Um amigo, propõe uma ideia muito simples e com a qual só posso concordar, aos que dizem aquilo que queremos ouvir, experimentem perguntar aos portugueses, onde tem havido erros na governação?





Uma resposta possível: na eleição do governo. Ouço continuadamente o pedido de esforço aos portugueses, no sentido de união para vencer esta situação difícil, mas o exemplo de quem pede, é fácilmente observável nos ataques pessoais feitos nas sessões da Assembleia da República, no ataque às cores partidárias, na luta pelos interesses de cada partido e nisto, cai em esquecimento o tema de debate, foge às responsabilidades quem tem de governar este país...não há o exemplo de união, o sentido de comunidade e de País simplesmente não é perceptível, assim não é coerente que o povo o faça e se o fizer, numa lógica de evolução da sociedade por ruptura, será certamente para procar mudanças profundas.


A eleição do governo, não deveria assentar sobre campanhas publicitárias, de promoção de (falsas) promessas e rostos maquilhados, antes sim, numa escolha rigorosa, por exames e testes, constitundo-se uma equipa com todas as cores partidárias do cenário político português e exigir à oposição, mudança de atitude, exigindo-lhe a defesa do bem comum.





publicado por Andre às 00:11
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3 comentários:
De Anónimo a 29 de Junho de 2005 às 20:02
:D eheheheh um parto difícil. Luis Dinis
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De Anónimo a 29 de Junho de 2005 às 14:52
Ora nem mais compadre....concordo plenamente consigo...mas....como a Forminguinha diz ...o mais importante é não desanimar...MAS....nunca baixando os braços....vamos todos continuar a lutar para q isto melhore....vai ser um parto muito dificil,mas vamos conseguir!!!Sofia
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De Anónimo a 28 de Junho de 2005 às 08:27
Eu tenho uma filosofia de vida: mesmo que o momento seja péssimo, o importante é não desanimar ;) Até agora não me tenho dado mal com esta teoria. Bjinhos***Formiguinha
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