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Quarta-feira, 21 de Julho de 2004

Matilde II- Eu fui marcando

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Eu fui marcando com cruzes de fogo, o atlas branco do teu corpo. A minha boca era uma aranha que corria a esconder-se. Em ti, atrás de ti, temerosa, sedenta.

Histórias para contar-te à beira do crepúsculo, boneca triste e meiga, para que não estivesses triste. Um cisne, uma árvore, algo longínquo e alegre. O tempo da vindima, o tempo maduro e frutífero.

Eu que vivi num porto que era onde te amava. A solidão percorrida de sonho e de silêncio. Encurralado entre o mar e a tristeza. Calado, delirante, entre dois gondoleiros imóveis.

Entre os lábios e a voz, algo vai morrendo. Algo com asas de pássaro, algo de angústia e de amor. (...)

Algo canta, algo sobe até à minha ávida boca. Oh, poder celebrar-te com todas as palavras de alegria. Cantar, arder, fugir, como um campanário nas mãos de um louco.

Triste ternura minha, mudaste em quê de repente? Quando eu cheguei ao vértice mais atrevido e frio, fechou-se o meu coração como uma flor nocturna...

Pablo Neruda




publicado por Andre às 20:56
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