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Quinta-feira, 22 de Julho de 2004

Matilde III - Para que tu me oiças

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Para que tu me oiças, as minhas palavras adelgaçam-se, por vezes como as pegadas das gaivotas nas praias.

Colar, guizo ébrio, para as tuas mãos suaves como as uvas. E olho-as, ao longe, as minhas palavras. Mais que minhas, tuas.

Vão trepando na minha dor como as heras, fugindo da minha guarida obscura. Tu, que tudo preenches. Preenches tudo.

Antes de ti, elas povoaram a solidão que tu ocupas, e estão mais habituadas que tu à minha tristeza. Agora, quero que digam o que tenho para dizer-te, para que tu as oiças como preciso que as oiças.

O vento da angústia ainda, por vezes, as arrasta. Furacões de sonhos ainda, por vezes, as derrubam. Escutas outras vozes na minha voz, agora cheia de dor.

Ama-me companheira, não me abandones. Segue-me. As minhas palavras vão ficando entorpecidas com o teu amor. Tu que ocupas tudo. Tudo o que tu ocupas.

Adaptado de Pablo Neruda

publicado por Andre às 12:57
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