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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2004

A NAU CATRINETA


Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar
São Paulo Portas à proa
Santanás a comandar


Ouvi agora senhores
Uma história de pasmar
D. Bagão conta o pilim
D. Morais trata das velas
D. Guedes limpa com VIM
Tachos, pratos e panelas



D. Pereira na enfermaria
Conta pensos e emplastros
E o D. António Mexia
Põe vaselina nos mastros



D. Durão deu à soleta
Enjoou de andar à vela
E Santa Manuela Forreta
Largou-os sem lhes dar trela



Aflito El-Rei Sampaio
Com estas novas tão más
Disse aos bobos de soslaio
Chamai lá o Santanás



Aqui estou meu Senhor
Vós mandasteis-me chamar?
Soube agora desse horror
D. Durão vai desertar?



Cala-te lá meu charmoso
Não me lixes mais a vida
Troco um cherne mal-cheiroso
Por um carapau de corrida?



Pobre da Nau Catrineta
Já lamento a tua sorte
Esta marinhagem da treta
Nem sabe onde fica o Norte



Parece que já estou vendo
Em vez de descobrir mundo
Ao primeiro pé de vento
Espetam com o barco no fundo



Ou então este matraque
Com pinta de Valentino
Gasta-me a massa do saque
Nas boîtes do caminho



Não se aflija meu Rei
Que agora vou assentar
Pois depois do que passei
Cheguei onde quis chegar



E por aquilo que passei
Aqui ninguém nos escuta
Eu quero mesmo é ser Rei
E vamos embora à luta
publicado por Andre às 16:52
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1 comentário:
De Anónimo a 9 de Agosto de 2004 às 14:55
Ora cá está o autor da Nau:

Zecatelhado
Blog: Tadechuva
em:www.jachove.weblog.com.pt

A nau já navega desde os tempos de D. Burrão.

Vão lá ver


Um abraçoZecatelhado
</a>
(mailto:Amargo@netcabo.pt)

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