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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2004

Consigam lá vocês um título para isto! que eu ainda estou em choque

são palavras azedas as que agora trago, mas são as únicas possíveis depois daquilo que esta noite vivi com mais três amigos meus…e pensando neles, não consigo deixar de me sentir mal e em tudo aquilo que esta noite vivemos juntos. O grande conforto nisto, é que sei sermos de facto muito amigos, conforto quanto baste para atenuar a minha responsabilidade em toda a ocorrência…até que ponto não sou o maior responsável desta ficção?




Soube hoje uma das razões que levam as pessoas não querem apresentar queixas junto da polícia de segurança pública. Admitindo um número infinito de razões que possam existir, admita-mos também o facto de ser um processo muito demoroso, por uma carga burocrática gigantesca que requer dados muito preciso das ocorrências, dos queixosos e dos agressores.




Dizia eu aqui há uns tempos, de mim a mim, que não entendia a razão de ser da falta de segurança pública em Beja e que apresentar quyeixa sobre o furto de uma roda de bicicleta era no mínimo desnecessário e de facto nem eu soube o quanto ganhei, mesmo recusando o argumento de que pelo menos é mais uma ocorrência para os registos, que os impedem de se desculpar, que segundo os relatórios Beja é uma cidade segura…só que de facto não é.





Os nossos preocupados olhos sobre as politicas culturais e de progresso da cidade de Beja, têem ao longo dos anos teimado em deixar marcas, que antes menos visíveis, já se vêem à luz clara da manha, marcas de uma cidade cada vez menos segura. Uma cidade, em que os seus pensantes, a pensam como moderna, arejada, pulso de arte cultura e património e renegam por razoes alheias ao nosso conhecimento, as questões praticas do estar e viver na cidade. As cidades não podem somente ser vistas à luz das imensos doutoramentos em sociologia e urbanismo como desde sempre assim tem vindo a ser. Quer queiramos quer não, pensar as consequências do viver em sociedade, dos efeitos multiplicadores de cada individuo, do seu impacto sobre o meio em que se encontrão inseridos, são cada vez mais urgentes e Beja, tem ao longo dos anos ignorado o vértice da segurança e do bem estar público.




Pode-se com isto dizer que não sei nada do que falo, mas admitindo que mesmo assim seja e confessando que não sou apto para falar de políticas sociais, sociologia e urbanismo, pergunto-me porque é que às 4:30 da manhã não está um piquet de prevenção na estação ferroviária, porque é que entre as 5 e as 6 da manhã, a esquadra de Beja e todos os restantes agentes não devem ser mais de 30? Porque é que nesta mesma cidade é possível que durante o dia, em locais de grande afluência como um supermercado, seja possível consumar uma violação? porque é que é tão fácil roubar uma bicicleta de qualquer cidadão e até da empresa Polis? Porque é que em Beja, as ourivesarias, mesmo estando a pouco mais de 80 metros da esquadra da PSP, são no entanto assaltadas? Porque é que em Beja se é multado em 300 euros por arrancar sem cinto de segurança no automóvel e só o colocar após o inicio da marcha?




….é melhor parar por aqui, senão desemboco na escultura de 15 mil contos que não serve para nada, mas é arte!





garantam-me a segurança pelo menos, hoje senti-me muito feliz por ter visto um carro da policia de segurança pública e acredito indiscutivelmente que eles mesmo não entenderam a minha gratidão




"apresento queixa porque temi a minha integridade física" - nem sabem a dor de cabeça que é para constar isto no auto de acusação. vá lá, já sei o que é um auto de denuncia e um de acusação. Haja justiça! Bem hajam os amigos.

publicado por Andre às 05:24
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5 comentários:
De Anónimo a 10 de Setembro de 2004 às 16:35
isto deve ser contigo andré
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De Anónimo a 7 de Setembro de 2004 às 18:03
Quando voltas?Maria
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De Anónimo a 7 de Setembro de 2004 às 18:02
quando voltas?Maria
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De Anónimo a 28 de Agosto de 2004 às 17:15
Caríssimo, veja isto antes como um desabafo e não uma critica centrada sobre alguma entidade em particular. Sei prefeitamente que é à PSP e mais uns quantos que cabe a segurança pública e sei também não ter neste texto referido a Câmara desta cidade, mas já que alguém a trouxe à mesa de discussão, sei ainda em jeito de conclusão, que ninguém nesta cidade tinha coragem de instalar um sistema de videovigilancia em locais que muito o merecem, em vez de algumas obras caríssimas que não são as necessidades primárias da população...mas com o tempo, veremos onde se andou a gastar dinheiro e se quer que lhe diga, poupei muitas palavras no texto, sobre a PSP que constatei nessa noite, estamos de facto muito mal servidos e vamos ter de enfrentar problemas sérios no futuro. Se não cabe a uma autarquia o zelo e segurança pública das populações, também começo a acreditar que cada vez menos as autarquias se responsabilizam por o bem estar das populações...hajam verdadeiros presidentes de câmara e verdadeiros primeiros ministros neste país, porque as pessoas andam cansadam e fartas de serem mal representadas e defendidas. OKayyam
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De Anónimo a 27 de Agosto de 2004 às 22:11
Existem diferenças astronómicas entre as competências de uma Câmara Municipal e as competências legislativas atribuídas à Policia de Segurança Pública. À autarquia cabe gerir a cidade, as questões da cultura, do urbanismo, da educação pré-escolar, dos espaços verdes, etc, etc, etc. Por seu turno, à PSP cabe garantir e zelar pela segurança dos cidadãos.
Posto isto digo-lhe sinceramente que não percebo a mistura de assuntos deste texto. Será que em seu entender a CMB também é responsável pela segurança e ordem pública?
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