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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2004

As (inopor)tunas

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O FITU -Terras do Cante, Festival Internacional de Tunas, ao contrário de anos anteriores, não vai realizar-se em Beja por falta de apoios. A Praça da República, com a perspicácia que lhe é reconhecida, já publicou a sua opinião sobre o assunto, sendo oponto de partida para mais um episódio da discussão acerca da política cultural da cidade, que já vem de outros Carnavais...


Acerca da dicotomia Festival de Tunas/Além Rock, primeiro temos de perceber se a escolha terá sido feita em moldes "damos apoio a um não podemos dar a outro e por isso temos de optar". Não sabemos... De qualquer modo, será difícil e talvez injusto da nossa parte argumentar a favor de um ou outro evento, pois parecem-me ambos merecedores de apoio autárquico.


Mas existe uma diferença: o Além Rock é um Concurso de Bandas de Rock organizado pelo pelouro da juventude da Câmara. O Festival de Tunas será organizado (penso eu) por uma comissão de alunos ou pela Associação de Estudante do Instituto Politécnico, que se dirigiram à Câmara em busca de apoios.


O Festival de Tunas é um acontecimento com uma magnitude suficientemente importante para que a Câmara Municipal de Beja FAÇA QUESTÃO que ele se realize em Beja. Para além disso, certamente que a comissão organizadora não pediu apoios só à Câmara…
Penso que também que não podem ser só as Câmaras a patrocinar este tipo de eventos, havendo também um papel a atribuir às empresas do nosso concelho. As dificuldades económicas que atravessam não justificam tudo, pois não?


Talvez faça falta um pouco de cultura de mecenato na nossa cidade (e no nosso país). Os patrocínios a entidades desportivas e culturais da nossa cidade pode ser encarado pelas nossas empresas como um meio de se autopromoverem (e não como um saco sem fundo) e assim aumentarem os seus negócios. Este conceito de financiamento (transferir responsabilidades para o tecido empresarial) até tem mais a ver com outras correntes de pensamento social e político que não as minhas…

publicado por Andre às 20:38
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3 comentários:
De Anónimo a 27 de Outubro de 2004 às 00:09
Também acho uma fotografia muito interessante, caro amigo, mas não fui eu que a tirei. Vem integrada num trabalho da autoria de Claúdia Camelo, sob o título de Tunas Académicas, datado de 2002 e que podes encontrar em http://tfufp.ufp.pt/as_tunas.htm. Porém, não encontrei aí nome do autor da fotografia... Um grande abraço!André
(http://temavondo.blogs.sapo.pt)
(mailto:andre.claudio@mail.pt)
De Anónimo a 26 de Outubro de 2004 às 00:18
Para além do que já por aí foi dito e que, traços gerais concordo e subscrevo, tenho que dizer uma coisa. A fotografia é uma boa fotografia. Foi o Senhor Doutor? Abraço.João Ilhéu
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(mailto:)
De Anónimo a 23 de Outubro de 2004 às 14:34
Impõe-se fazer alguns comentários sobre este assunto e já que mais ninguém os faz, ou porque não acedem a este blog, ou porque pura e simplesmente não o fazem, acrescento então. Primeiramente não concordo que a Câmara Municipal deva ser a principal responsável pela falta de apoios financeiros a este ou a outros tantos eventos na cidade, nem concordo que deva ser ela a assumir sempre essa postura, até porque as verbas não são gigantescas. Infelizmente e como tu dizes, falta à região uma visão de mecenato cultural, falta meter nas cabeça destas pequenas e médias empresas, que ao apioarem um dado evento, não estão a largar dinheiro borda fora, mas sim, a dar uma imagem de si no mercado, a marcarem uma postura sobre a sociedade e a fazerem um investimento na sua publicidade, infelizmente é assim e por falta de apoios, que não vêem nem do tecido empresarial nem da autarquia, muito, mas mesmo muito fica e tem ficado por fazer. Talvez agora seja um pouco precipitado nas palavras que vou usar, mas é contudo o que eu penso. Aqui há uns anos, recordo bem isso, Beja vivia um clima académico notável, com iniciativas bem lançadas que avivam o espirito académico na cidade, porém, com o passar dos anos e não sabendo qual a razão, tem-se verificado uma degradação da participação académica em Beja. Sou dos que se revolta, com os apoios concedidos pela autarquia aos eventos académicos, sou dos que se enerva, por ver esta gente de capa preta, fazerem festas privadas para morcegos, ou bruxas, como a minha filha lhes chamou, após os verem fazer praxe a caloiros no Castelo, sou de facto do que não apoia nem ao mínimo, que sejam concedidos apoios para esta gente andar a fazer festas privadas, quando depois, eventos de caracter publico, morrem ou nunca chegam a ser feitos, por falta de recurssos económicos, por isso a minha posição é esta, não apoiaria nunca, uma festa para bebedeiras privadas e como disse estas palavras seriam demasiado precipitadas, mas são o que são e valem pelo que valem e deixo ainda mais um sinal de desagrado profundo no caso de algum capa preta tiver por aí a ler isto, antes de mergulharem os caloiros no lago do jardim com o frio que faz na época das praxes, pensem que ha pessoas que podem apanhar pneumonia, gripe ou outro tipo de doença, provocada por uma bactéria da agua onde os patos vivem. Por acaso, mas so mesmo por acaso, a gripe das aves surgiu muito provavelmente do meio selvagem e não de uma galinha ou peru de aviário. Estudem, sejam estudantes e não escolantes. Um bem haja!


Luis Dinis
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(mailto:)

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