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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2005

Ressoou ao meio-dia a hipocrisia

Com a sirene que apelou ao mundo 3 minutos de silêncio em memória das vítimas de mais uma tragedia natural que se abateu sobre o mundo mesmo antes do término do ano civil.



Como não podia deixar de ser, a intenção divina deixa todos os anos a sua marca bem evidente, para que todos nós questionemos os seus propósitos e para que todos nós possamos retirar a lição a aprender.



Não sou dos que vê Deus como uma figura humana, que intervêm nas nossas vidas e que opera catástrofes destas dimensões. Tudo isto, nada mais é que um sistema de auto-regulação de Gaia e nada tem a ver com a vontade divina. Porém, por todo o mundo culpa um deus que não existe como figura humana, culpamo-Lo, por permitir a morte de pessoas “inocentes” e revoltamo-nos contra os seus desígnios. Será a ignorância e o afastamento da compreensão do grande ciclo da vida, que nos leva a esta posição.



Pelo contrário, não impomos aos nossos governos a prevenção, não exigimos meios de combate às catástrofes, não exigimos de nós mesmos, a reflexão essencial para enfrentar os desafios dos próximos 30 anos. Por todo o mundo e em breve, teremos de fazer muitas dezenas de minutos de silêncio…toda a nossa continuidade está em jogo. A ponta do icebergue ainda agora está perceptível sobre a figura de intempéries, oculto permanece a perda da biodiversidade essa escada da vida que sustenta a humanidade e quando estes degraus ruírem, a humanidade sofrerá como nunca antes sofreu.



Tem havido muitas formas de dizer isto, páginas e páginas de relatórios e investigações científicas, verbalizam-no de forma suavizada. Anos de investigações são por quase todos os governos do mundo deitados para o lixo e para o lixo arrastam também a consciência que devíamos ter do nosso próprio futuro.



Faltava 1 minuto quando no Centro de Saúde deixei a funcionaria mal disposta comigo, afirmando-lhe que nem 10 segundos eu faria de silêncio, porque tenho mau feitio. A verdade é que reina a dissimulação neste mundo.



Em 2003 o Afeganistão foi bombardeado pelo direito de retaliação, em 2004, o Iraque foi artilhado em nome de uma guerra preventiva. O mundo enfiou as mãos nos bolsos, assobiou para o lado, fez de conta que não era nada com ele. Nestes bombardeamentos INJUSTOS, morreram mais de 100 mil pessoas. O desespero das mães Iraquianas em forma de gritos e invocações a ALÀ para que sejamos castigados por permitirmos a mortes inocente dos seus filhos, ainda hoje acompanham o nosso dia-a-dia sem que um único governo ou um único povo deste planeta se tenha lembrado de fazer uns simples 30 segundos de silêncio ou colocado as suas bandeiras a meia haste. Nada foi feito e enquanto as nossas mesas fartas de comida no Natal e Ano Novo nos traziam o alegre e egoísta sentimento de felicidade, pessoas de todas as idades eram mutiladas em Bagdade. No mesmo período os nossos olhos húmidos de sal, olhavam pelo caixa de lavagem ao cérebro, o mar de sal que ceifou a vida as milhares de pessoas na Ásia…e neste banho de morte, as prioridades dos povos continuam a ser a economia a luta contra o terrorismo e não o estado de saúde do planeta…
publicado por Andre às 13:44
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