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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2005

Everything we do to anyone, we do to ourselves and everyone.

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As horas passam e com elas os constantes exercícios de solidariedade e palavras de apoio vindas de todos os cantos do mundo, causam-me um asco só comparável ao que senti há uns anos sobre a situação de Timor ou a operação de libertação (meu deus como lhe chamaram) do Iraque.



È difícil aceitar isto, mas a posição mais sensata é, não ver a morte como fim trágico da vida. Friamente dizendo, é fatídico que neste planeta vivam cerca de seis mil milhões de pessoas e que este número esteja pura e simplesmente a esgotar os recursos naturais do planeta e a desequilibrar o estado de saúde dele mesmo. Friamente, devíamos olhar para tudo isto, com prudente solidariedade e encarar isto como um processo natural de auto-regulação e auto-equilibrio do globo e não, ver isto como uma manifestação do mal, tal como o Pápa afirmou. Uma autentica barbaridade o seu discurso, pouco faltou para nos dizer que foi Satanás que devastou a costa asiática…uma verdadeira e aterradora visão do. Grande Espírito da Vida



Como disse no meu anterior “post”, não sou dos que vê figura humana em Deus, nem o seu dedo nesta ocorrência (causa natural, esperem deixem-me repetir CAUSA NATURAL), mas há factos que nos deixam muitas questões no ar: como pode uma criança de 18 meses contrariar toda a lógica da selecção natural e sobreviver a um “desastre” desta dimensão. Como é possível que grande parte das figuras religiosas (Fátima e Buda) mesmo a 30 metros da orla costeira, tenham escapado ilesas à força das ondas…ilesas, sem um abanão.



Enervo-me confesso, com esta onda de solidariedade nacional, internacional ou até universal se é que ela pode haver. Como é possível que a menina Cataria Furtado afirme que este país tem um coração enorme, sempre disposto a ajudar…era bom que recordassem a situação iraquiana, que nos mostrassem vídeos de pessoas a serem mortas a sangue frio, dos gritos abafados pelo sangue nos pulmões das crianças bombardeadas e aí sim veríamos a dimensão da solidariedade que possuímos….



Estou triste pela dimensão assustadora da ignorância e da falsidade. Abrimos o coração aos desígnios da Natureza, fechamos os olhos à barbárie humana. E tu Mãe sofrida, contínuas nos dando lições
que “não entendemos”…tudo o que fizermos fazemos a nós mesmos, no mal e no bem!



Gaia is the feminine spirit of all living things - the consciousness of the earth - forever compassionate, abundant and nurturing. Gaia's Voice brings message of healing, love and unity.



Que o véu se dissipe nos nossos olhos…um Bem Haja


publicado por Andre às 23:54
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10 comentários:
De Anónimo a 15 de Janeiro de 2005 às 15:16
Ora aí estão palavras bem ditas Charlie. Uma conclusão muita certa da verdade dos factos. Luis Dinis
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De Anónimo a 15 de Janeiro de 2005 às 01:53
A noção que os homens das sociedades mais próximas da natureza tinham no que toca ás respostas equilibradoras do Meio Ambiente perdeu-se completamente nos tempos correntes. As recentes tempestades e secas desmesuradas não são mais que retornos com juros da não observancia duma verdade fundamental: Nada se cria nada se perde, tudo se transforma. Se carregarmos o Ambiente com toda a sorte de elementos desiquilibradores, é certo que a Natureza irá tentar repor o equilibrio,.É um sistema fechado, nada se faz que não tenha resposta.
O mesmo principio se deveria ter em conta na Economia. Todos os empresários que fecham cá as fábricas para as montar na China, deveriam lembrar-se das consequencias. Os mercados para os produtos que eles irão fabricar estão aquí. Mas é aquí que eles reduzem o potencial de compra através do desemprego que deixam. Nas primeiras fases da deslocalização, ganham muito dinheiro pela enorme diferença dos custos. Mas á medida que mais fabricantes fecham as fábricas para as abrir na China, menor fica o mercado. Ou seja, com a mira de ganharem mais estão a preparar a desgraça deles enquanto desgraçam quem lhes deu anos a fio a força de trabalho. O resultado final é o que temos ja hoje em dia. Desemprego em crescendo, falencias e deslocalizações. Ou seja, desiquilibrios graves tal qual como no Meio Ambiente. Afinal Ecologia é tudo na vida...charlie
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(mailto:xarly2@hotmail.com)
De Anónimo a 10 de Janeiro de 2005 às 22:57
O site indicado é apenas um link para uma organização que nos traz a ideia de que o planeta Terra é um ser vivo...ser esse identificado em meados dos anos 70 pela ecologia como sendo GAIA, o grande Espírito da Natureza. A ideia não é nova, já os Índios norte-americanos compreendia a verdade da vida sobre este ponto de vista; de que tudo é uma coisa só e regídio pela vontade deste Ser, numa cadeia infinita de renascimentos...o leão come a gazela, o leão morre, transforma-se em erva, para depois ser alimento para a gazela. Em todas as línguas e em todos os cantos do mundo, podemos encontrar várias alusões a esta ideia. Ken Wilber em "Uma breve história de tudo" identifica esta ideia na sua obra, pelo que recomendo vivamente uma leitura da sua imensa e respeitada obra por todas as figuras mais importantes da filosofia e da psicologia. Recomendo ainda a todos os que tiverem possibilidade, que procurem num programa de downloads o filme de animação mais consagrado de Miyasaki: "Princess Mononoke". Talvez atraves desta animação, possam compreender a ideia de Gaia. Sem mais tempo me dispeço, noutra ocasião retorno para deixar mais sobre este assunto. Um bem nos haja.Luis Dinis
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(mailto:)
De Anónimo a 10 de Janeiro de 2005 às 22:57
O site indicado é apenas um link para uma organização que nos traz a ideia de que o planeta Terra é um ser vivo...ser esse identificado em meados dos anos 70 pela ecologia como sendo GAIA, o grande Espírito da Natureza. A ideia não é nova, já os Índios norte-americanos compreendia a verdade da vida sobre este ponto de vista; de que tudo é uma coisa só e regídio pela vontade deste Ser, numa cadeia infinita de renascimentos...o leão come a gazela, o leão morre, transforma-se em erva, para depois ser alimento para a gazela. Em todas as línguas e em todos os cantos do mundo, podemos encontrar várias alusões a esta ideia. Ken Wilber em "Uma breve história de tudo" identifica esta ideia na sua obra, pelo que recomendo vivamente uma leitura da sua imensa e respeitada obra por todas as figuras mais importantes da filosofia e da psicologia. Recomendo ainda a todos os que tiverem possibilidade, que procurem num programa de downloads o filme de animação mais consagrado de Miyasaki: "Princess Mononoke". Talvez atraves desta animação, possam compreender a ideia de Gaia. Sem mais tempo me dispeço, noutra ocasião retorno para deixar mais sobre este assunto. Um bem nos haja.Luis Dinis
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De Anónimo a 10 de Janeiro de 2005 às 14:44
tb fui a esse site e como a Maria abri e fechei!O meu inglês é muito basico para que entenda algo.No entanto fico curiosa...O que não retira nada ao facto que sei, eu, que nunca aceitarei a morte com serenidade...magoa, magoa e mais magoa...porta_chaves
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De Anónimo a 10 de Janeiro de 2005 às 12:18
Concordo muito com a perspectiva de que há imenso para entender.Mas também comprendo que habituados como estamos às respostas fáceis,rápidas e ainda por cima embrulhadas em papel bonito, este exercício de solidariedade nos possa acalmar a consciências. Este é o nosso nível de desenvolvimento e é bom que o aceitemos, como sugeria "porta chaves". Mas fiquei curiosa quanto ao site indicado. Como não leio com facilidade inglês pergunto se conhece coisas do género em Português?maria c.
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(mailto:mariadasdorescorreia@hotmail.com)
De Anónimo a 9 de Janeiro de 2005 às 10:16
Ninguem disse o contrario.Mas que podemos sentir, cada qual, de maneira diferente podemos.Não teras mais nem menos razão que eu.Por isso estamos todos neste mundo, e por aceitarmos, alguns né, ideologias diferentes, é que podemos viver em paz.O facto de tentarmos obrigar os outros a pensar como nos é que tras tanta discordia no mundo.Aceitar a diversidade é a solução a um bom entendimento...um lindo domingo a todos...porta_chaves
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(mailto:)
De Anónimo a 8 de Janeiro de 2005 às 23:54
Porque achas que não tive? Tive e em circunstancias que não desejo que passem como passei...com 12 anos, não chorei uma lágrima...aceitei, porque mesmo que não o fizesse, ela não voltaria a esta vida para me dar o seu carinho. Nós ocidentais achamos-nos donos da razão e da compreensão dos mistérios da vida. Aceitar a morte como um processo tão natural como o nascimento é sinónimo de crescimento interior, nunca ninguém nos disse que a morte é um fim trágico, choramos por saudades, pela falta que a pessoa falecida nos irá provocar...mas não é o fatídico para o ser que nunca morre...assim penso e assim tenciono idear. Um bem haja.Luis Dinis
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(mailto:okayyam@sapo.pt)
De Anónimo a 8 de Janeiro de 2005 às 23:54
Porque achas que não tive? Tive e em circunstancias que não desejo que passem como passei...com 12 anos, não chorei uma lágrima...aceitei, porque mesmo que não o fizesse, ela não voltaria a esta vida para me dar o seu carinho. Nós ocidentais achamos-nos donos da razão e da compreensão dos mistérios da vida. Aceitar a morte como um processo tão natural como o nascimento é sinónimo de crescimento interior, nunca ninguém nos disse que a morte é um fim trágico, choramos por saudades, pela falta que a pessoa falecida nos irá provocar...mas não é fatídico para o ser que nunca morre...assim penso e assim tenciono idear. Um bem haja.Luis Dinis
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(mailto:okayyam@sapo.pt)
De Anónimo a 8 de Janeiro de 2005 às 11:00
Se tudo fosse tao simples, luis, encontrariamos soluções para tudo.Isto fez-me ficar de olhos em bico.Desejo-te do fundo do coração que nunca tenhas que chorar a ida de uma pessoa querida.jokaporta_chaves
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