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Sábado, 2 de Abril de 2005

Ecologia e fé no pontificado de João Paulo II

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O texto é de Maria Teresa Goulão e é nos apresentado na edição de hoje do Público. É talvez uma das mensagens mais importantes de João Paulo II e que temo que os católicos e todo o mundo não a integrem.



"A irresponsabilidade ecológica tem as suas raízes num problema moral"



Vivemos hoje cercados por uma visão tecnocrática do mundo. A política perdeu uma visão humanista. O Ambiente é uma política para o Homem. Feita de ambição e de esperança. São esses os dois traços diferenciadores da ecologia: O Homem o futuro. E a fé é justamente essa alegria interior que nos enche e nos dá a "bússola" de que tantas vezes falou o Santo Padre.



João Paulo II cedo percebeu a necessidade de a mensagem de Jesus Cristo ser adaptada aos desafios contemporâneos, tornando-a mobilizadora e desafiante para a comunidade: por isso multiplicou os métodos de evangelização a um novo dinamismo missionário e apelou à missão urbana nas grandes metrópoles.



Um dos desafios do nosso tempo é justamente o Ambiente, tema que se entrecruza cada vez mais no quotidiano. E onde está o traço diferenciador que marca este pontificado? João Paulo II fez a ligação entre o elevado número de pessoas que sofrem quotidianamente pela violência, miséria, pobreza e doenças em consequência da degradação dos recursos naturais, causada pelo progresso económico e tecnológico.



A irresponsabilidade ecológica tem as suas raízes num problema moral, afirma João Paulo II. É este o paradigma: a ética ecológica ligada à fé cristã. E a Igreja reconhece que o desenvolvimento sustentado é um conceito que já penetrou no terreno da história e está profundamente comprometida com estes valores que traduzem um humanismo e uma nova ética.



Os direitos do homem para a Igreja só se realizam enquanto se reflectem nesta expressão: "Gestão ecológica". O homem estando no mundo, tem obrigação de o "conservar". Neste quadro, o Papa apelou a uma "globalização da solidariedade como o grande desafio moral, que se coloca às nações e à comunidade internacional relativamente ao desenvolvimento.
Ninguém pode abdicar de intervir na política e ninguém pode ser indiferente. Nas sociedades democráticas actuais onde todos participam na gestão da coisa pública exigem-se formas novas de participação. Neste sentido, João Paulo II sempre sublinhou que os "fiéis leigos não podem de maneira nenhuma abdicar de participar na política, ou seja, na multiplice acção económica, social, legislativa e cultural, destinada a promover de forma orgânica e institucional o bem comum, que compreende a promoção e a defesa de bens como seja o ambiente".



É esse direito e dever de intervir, que responde ao sentido mais profundo da vida e para a responsabilidade que todos têm perante ela, é esta a Fé que João Paulo II pede aos cristãos na defesa do Ambiente.



O Ambiente é um desafio epocal indisfarçável que é lançado às convicções e ao exercício da cidadania por parte dos católicos. Cruza-se assim Fé e Ecologia. É com essa intervenção na sociedade e essa participação na vida pública que os cristãos assumem a sua fé e reconhecem o combate pela ética ambiental.



Este quadro não é uma concepção do mundo, é antes um caminho para o homem estar no mundo. Este caminho para João Paulo II não é teoria nem ideologia nem utopia, é o pensamento de um homem deste tempo que soube perceber com grandeza a Grandeza do Cristianismo.





Que a Paz o acompanhe hoje, sempre e sempre!
publicado por Andre às 20:17
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3 comentários:
De Anónimo a 3 de Abril de 2005 às 20:35
Passa pelas minhas mãos "A Voz do Silêncio" de Helena Blavatsky com traduções e notas de Fernando Pessoa, que me emprestou ontem um amigo. "Paz sobre todos os seres", "bençãos sobre tudo quanto vive"...é assim que termina.Luis Dinis
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(mailto:okayyam@sapo.pt)
De Anónimo a 3 de Abril de 2005 às 20:35
Passa pelas minhas mãos "A Voz do Silêncio" de Helena Blavatsky com traduções e notas de Fernando Pessoa, que me emprestou ontem um amigo. "Paz sobre todos os seres", "bençãos sobre tudo quanto vive"...é assim que termina.Luis Dinis
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(mailto:okayyam@sapo.pt)
De Anónimo a 3 de Abril de 2005 às 19:31
Olá, estava visitando alguns blog no sapo e me deparei com o seu e gostei muito dos textos e da sua desenvoltura no, escrever os artigos. Aqui deixo um pouco de sonho e venho desejar-te um maravilhoso começo de semana. " DIZEM QUE FINJO OU MINTO. TUDO QUE ESCREVO. NÃO. EU SIMPLESMENTE SINTO. COM A IMAGINÇÃO. NÃO USO O CORAÇÃO". Fernando Pessoa. Uma grande abraço da MestraMestra
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